O tolo e o sábio

Da vida, trazemos ensinamentos
Aprendidos em momentos
Carregados de emoção e razão
Nos preparando para cada situação

Aprende quem quer
Ou quem , com capacidade, puder
Perceber nuances, detalhes da vida
Que nos é mostrada, diariamente, cotidianamente

O ditado já dizia sobre o tolo e o sábio
O tolo coitado, aprende sofrendo, vivendo, na pele
O sábio, sensível, aprende com os outros
Com o sofrimento alheio, percebe o seu redor como ninguém

Quisera eu ser só o sábio
Ou deixar meu lado tolo de lado
Mas fico assim, tolo sábio, sábio tolo
Vivendo, sofrendo, conhecimento e sabedoria
Coexistindo, ambiguidade, “non-sense” sem fim
Nessa dualidade que minha vida insiste em sentir.

Chico Piancó


Leve caminhar

Desde que dei meus primeiros passos me apaixonei pela caminhada. Andar ao léu me atrai, sempre me serviu como a terapia que não pude pagar. Melhor assim, pois quando me vi em apuros, me lembrei que caminhar é preciso. A vida não pára, tão pouco eu! Uma bota de Timberland, calça cargo, camiseta básica e uma mochila cargueira são minhas armaduras pra vida. O solado da bota mostram que não sou um iniciante, já percorri um longo caminho. Levo comigo um cantil de esperança, bebo a cada parada. Na verdade, além da caminhada, busco a paisagem! Nossa… como gosto de sentir o vento gelado dos eucaliptos bater no meu rosto, como carinho de criança de colo. Tenho em mim a certeza de estar vivendo com intensidade cada momento, com a camiseta limpo o suor que brotou das dificuldades, e nela, posso me lembrar de ser humilde, porque suei e sangrei na caminhada.

C.S. Lewis disse certa vez, que “não existe caminho traçado na vida, mas que o andar constrói o caminho!”. Interessante a sutileza e consistência desta frase, pois como ele, sempre me surpreendo com cada passo dado. Prossigo rumo ao alvo que me é desconhecido, talvez ele nem exista, mas estou caminhando… Muitas vezes os passos são tropegos, mas ainda assim, resistem! Um passo por vez, rumo ao eterno desconhecido. Esta afirmação é – na minha vida! – um jargão! Me surpreendo mesmo, e peço a Deus que não me deixe ser um expectador que não se surpreende com a alegria do palhaço, nem tão pouco com a faceta triste da morte. Espero continuar nesta atitude despretenciosa, podendo a qualquer momento ser surpreso. O caminho que não foi construído por meus passos não me seduz, nunca me seduziu! Deixo pra trás cercas que edifiquei, caminhos abertos em estradas empoeiradas que relembro quando me sinto sozinho. Assim, vou construindo meu leve e despretencioso caminhar.

Leandro Possadagua